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Abdominoplastia

Abdominoplastia

A abdominoplastia compreende um ato operatório de porte. Destina-se à remoção de gordura localizada no abdômen inferior, assim como da flacidez de pele ao redor da região umbilical e das estrias situadas entre a linha horizontal que passa pelo umbigo e pelos pubianos. Não consegue eliminar as estrias localizadas nos flancos e tronco, nem os excessos de gordura dessas regiões. Igualmente, pacientes com muita gordura na região do estômago ou com projeção excessiva dele não conseguem, com a abdominoplastia, melhora absoluta na estética dessa região.

  • HOSPITALIZAÇÃO, TEMPO DE OPERAÇÃO E ANESTESIA

    O tempo de hospitalização é de dois dias. O ato operatório dura em média 3 horas. Deve-se levar em conta o tempo necessário à preparação para a anestesia e o de recuperação antes de voltar ao quarto. O tempo total costuma ser de 4 a 5 horas.

    A anestesia pode ser geral ou epidural. Esta é diferente da clássica raquidiana, empregada rotineiramente em cesáreas e partos normais. Seus efeitos levam à perda da sensibilidade dolorosa e tátil, somente, sendo mantidas as atividades motoras. Essa anestesia pode ser prolongada por 8 horas ou mais após o término da operação, mediante controle do anestesista, evitando qualquer sintomatologia dolorosa nesse período.

  • OPERAÇÃO E CICATRIZES

    Pela remoção dos excessos ou da flacidez de pele e gordura, a abdominoplastia consegue trazer magníficos efeitos no contorno do corpo, além de determinar maior resistência dos músculos do abdômen. Durante o ato operatório, os músculos, através da bainha que os envolve, são saturados na linha média, resultando disso efeitos equivalentes aos obtidos após longos períodos de ginástica abdominal. O umbigo é aproveitado, sendo recolocado na sua posição natural. Cicatrizes de operações anteriores (cesariana ou de apêndice) são eliminadas durante o ato operatório. As cicatrizes de operação de estômago ou vesícula não são removidas; na verdade, são deslocadas para baixo.

    A cicatriz da abdominoplastia se caracteriza por uma linha arqueada em forma de guidão de bicicleta: é baixa na região pubiana e alta lateralmente em direção às espinhas ilíacas ( veja ao lado). Com esse formato, fica perfeitamente escondida sob um biquíni em forma de ”V”. Essa cicatriz evolui para um aspecto estético bastante aceitável. Normalmente apresenta cor avermelhada nos 6 primeiros meses, levando outros seis meses para ficar branca.

    Pacientes com tendência a má cicatrização sofrem um alargamento da cicatriz, resultando num aspecto pouco aceitável. Nesse caso, recomenda-se, entre 6 meses a um ano após a operação, um retoque da cicatriz para melhorar o seu aspecto. Isso implica retornar à sala de operação no hospital, e submeter-se a anestesia, para a retirada da cicatriz. Essa é uma operação do tipo ambulatorial  que não requer internação. Também não é necessário permanecer em repouso após essa operação. Pacientes com tendência a cicatriz queloidiana recebem, Após a ressecção da cicatriz, um tratamento complementar chamado ”betaterapia”. (Detalhes sobre esse assunto serão fornecidos pelo seu médico.) Com o passar dos anos a cicatriz tende a ficar pouco perceptível e com melhor aspecto estético. Resultados dessa natureza excedem 60% das operações realizadas. É freqüente ouvir pacientes operados dizerem-se ”arrependidas” de não terem feito antes a cirurgia.

  • COMPLICAÇÕES

    Embora não seja comum, a abdominoplastia, como qualquer outro ato operatório, pode apresentar complicações como seroma, hematoma, deiscência de sutura, infecção, necroses de pele, etc. Qualquer que seja o tipo de complicação, é importante ter calma e compreensão  confiando ao medico a responsabilidade da solução do problema. Comentários com amigos ou pessoas da família, alem de não ajudar, porém criar uma situação de tranqüilidade e descrédito. O surgimento de alguns dos problemas acima mencionados faz parte do chamado “risco calculado”, que se aplica a qualquer tipo de cirurgia e outros atos em que normalmente nos envolvemos. Sua ocorrência, felizmente, não é freqüente e não costuma comprometer resultados.

    Para seu esclarecimento, antes da operação, pergunte ao seu médico a diferença entre “intercorrência”e “complicação”.

  • SEGURO-SAÚDE E ABDOMINOPLASTIA

    A abdominoplastia é considerada uma cirurgia estética e, como tal, não é coberta pelos seguros-saúde, nem mesmo nas despesas hospitalares. Em condições especiais, quando houver necessidade concomitante de correção de hérnia, o seguro poderá cobrir a parte dos gastos referente ao tratamento da hérnia, sendo o restante do tratamento pago pelo paciente.

  • FUMO, MEDICAMENTOS E ABDOMINOPLASTIA

    Pacientes fumantes devem suspender esse hábito pelo menos por 10 dias antes da cirurgia, pois o fumo prejudica a circulação cutânea e dificulta a cicatrização, levando até mesmo a formação de pequenas necroses de pele. O uso de aspirina, fórmulas ou medicamentos para eliminar o apetite, e de alguns tipos de anti-inflamatórios deve também ser suspenso pelo menos 7 dias antes da cirurgia, por causarem aumento de sangramento.

  • CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS

    Após o ato operatório, a paciente sai da sala com uma cinta elástica, que deverá ser usada por aproximadamente 30 dias. No inicio, a cinta será removida apenas para a higiene pessoal. Após 15 dias, poderá ser retirada à noite, para dormir.
    Durante a permanência no hospital, não é necessário manter-se imóvel no leito. É possível mudar de posição, porém com movimentos lentos, parcimoniosos. As pernas podem ficar semifletidas ou não. Deve-se evitar colocar travesseiros sob os joelhos , pois isso dificultará a circulação. Será bom movimentar as pernas e flexionar os joelhos. Massagens na panturrilha ( barriga da perna) auxiliarão a circulação sanguina.
    No mesmo dia, ou no dia seguinte ao da operação, a paciente deverá levantar-se do leito e andar, amparada por uma enfermeira ou acompanhante. Esse movimento deve ser realizado algumas vezes ao dia , como o tronco ereto na medida do possível, sem força.
    Banhos de ducha somente após o quarto dia, depois de liberação pelo médico.
    Se a pele do abdômen se apresentar ressecada, é permitido à paciente usar óleos ou cremes a que esteja habituada. Não existem cremes ” especiais” para essa situação.
    Os pontos de sutura permanecem por baixo da pele e não precisam ser retirados– o próprio organismo se encarregará de absorvê-los após algumas semanas. Como serão dezenas de pontos ao longo da cicatriz e abaixo dela, pode acontecer de alguns deles ( não mais que 3 ou 4) serem eliminados através da linha de cintura ( como uma espinha no rosto). Se isso ocorrer, não se preocupe: não se trata de infecção! Avise o seu médico. Ele vai orientá-la sobre o que fazer. Muito raramente alguns desses pontos ( não mais que 2 ou 3) abaixo da cicatriz são encapsulados pela própria reação cicatricial, formando um caroço duro, do tamanho de uma ervilha, doloroso à palpação. Isso também não deve preocupar. O caroço será ressecado cirurgicamente em data oportuna. Seu médico lhe fornecerá. detalhes sobre isso. Somente os pontos do umbigo deverão ser retirados, entre o décimo e o décimo quarto dia após a operação.
    Evite permanecer sentada por mais de uma hora durante a primeira semana do pós-operatório. Será conveniente manter-se recostada, com o tronco inclinado para trás. A partir da segunda semana, já será possível sentar-se normalmente, porém não por um período muito longo. A circulação na pele do abdômen ainda estará se refazendo e não deverá ser bloqueada pela postura. Isso deve ser observado principalmente por pacientes que têm por hábito ou necessidade profissional ficar muito tempo sentadas.
    Atividades sociais estarão liberadas entre o sétimo e o décimo dia do pós-operatório, ou de acordo com a reação pessoal da paciente. Seu médico lhe dará as instruções necessárias. Dirigir automóvel será liberado entre a segunda e a terceira semana, e não haverá nenhuma restrição com relação a cabeleireiro e tintura nos cabelos. A alimentação é livre, sendo recomendado começar regime apenas após a liberação pelo médico e comer várias vezes em pequenas quantidades, para não se sentir empachada.Exercícios como pedalar ou caminhar sobre esteira, em geral, poderão ser retomados após 45 dias. Ginástica e esportes mais vigorosos, somente após 2 meses, começando moderadamente– podem ocorrer inchaços junto à cicatriz, e dores no baixo ventre.
    Nenhuma atividade esportiva deve ser iniciada antes da liberação pelo médico. É permitido ir à piscina, porém sem nadar ou mergulhar; banhos de sol, somente depois de 3 semanas, com traje de banho do tipo ”collant”, de cor clara. A pele do abdômen não tolerará calor local abaixo do umbigo, podendo formar-se bolhas, equivalentes a queimadura de segundo grau. É proibido o uso de biquíni nesse período. A paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço — a pele ainda estará insensível, e poderá ocorrer queimadura de terceiro grau.

  • MINI-ABDOMINOPLASTIA

    A mini-abdominoplastia é uma cirurgia seletiva para casos moderados de alterações da parede anterior do abdômen , em que podem existir, isolados ou combinados, os seguintes problemas anti-estéticos, para os quais a abdominoplastia tradicional não é indicada:

    Discreta flacidez de pele localizada entre o umbigo e o púbis.
    Ausência de flacidez de pele acima do umbigo e em toda a região do estômago.
    Presença de depósito de gordura localizado acima e/ ou abaixo do umbigo.
    Diastase dos músculos retos do abdômen (que se afastam da linha média do abdômen após a gravidez), provocando o aparecimento da “barriga”, que não é eliminada pela ginástica abdominal.
    Qualquer que seja o problema (cada caso exige um tipo de procedimento operatório), a mini-abdominoplastia procurará solucionar o aspecto anti-estético mediante um ou dois atos operatórios em que serão realizados, de acordo com a necessidade, os seguintes procedimentos:
    Lipoaspiração nas regiões em que sejam necessárias.
    Reposição dos músculos retos do abdômen na linha média (plicatura dos músculos).
    Ressecção limitadas dos excessos de pele existentes entre o umbigo e o púbis, através de uma incisão que deixará uma cicatriz de 14 a 20 cm de comprimento ( semelhante a de uma operação de uma cesariana) na linha dos pelos pubianos. E importante notar que o tamanho da cicatriz nessa região está relacionado à quantidade de pele eliminada, por tanto, não se deve esperar grande resultado com cicatriz curta.
    Como na cirurgia de abdominoplastia tradicional, a mesma também pode requerer uma segunda operação após 6 meses, para se obter um resultado estético melhor. Paciente e médico irão decidir sobre o nível de qualidade.

    A mini-abdominoplastia tem seu espaço dentro das restrições descritas. Não deve nem pode ser indicada para todos os casos. Convém observa que pacientes operadas de mini-abdominoplastia com resultados limitados podem ser reoperadas de abdominoplastia tradicional para melhorar a qualidade estética. Seu médico lhe fornecerá mais detalhes sobre isso.

  • INFORMAÇÕES IMPORTANTES

    O inchaço em toda a cintura e na porção do baixo ventre durará aproximadamente 2 meses. Acima do púbis ocorrerá completa insensibilidade e uma reação de endurecimento. É uma ocorrência natural, que não deve preocupar. Gradativamente, do início do segundo ao final do terceiro mês do pós-operatório, esses efeitos regredirão completamente, com exceção de uma área triangular de pele abaixo do umbigo, que permanecerá insensível por aproximadamente um ano. Há casos em que a cintura primitiva é reduzida em até 8 cm.
    Considere a abdominoplastia um ”programa” com dois ou mesmo três atos operatórios e não simplesmente uma única operação que lhe oferecerá 100% dos resultados desejados.
    Num período mínimo de 4 meses após a abdominoplastia seu médico poderá lhe indicar uma lipoaspiração complementar em algumas áreas do abdômen onde tenham ficado alguns excessos de gordura ou inchaços, impossíveis de serem eliminados na primeira operação. Essa lipoaspiração trará excelente melhoria à modelagem do corpo.
    Caso a sua cicatriz tenha sofrido alargamento ou reações queloidianas, o tempo normal de espera será de 6 a 12 meses. Somente depois disso estará indicado algum retoque operatório para melhorá-la. Maiores detalhes sobre isso serão fornecidos pelo seu médico. Esse programa complementar não deve ser considerado uma ”complicação”, mas uma etapa a mais para se obter um resultado ainda melhor.

2017-10-05T15:48:28+00:00
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